eu leio as suas palavras no texto e quero aplicá-las em mim. como aqueles filmes que você se encaixa no papel principal e torce para que o final seja compatível com a sua própria vida.
eu quero escrever ele como se fosse meu e quero sentir ele como se fosse eu.
mas me falta inspiração, me faltam idéias e atos que eu tenho receio de fazer. me perco nessa covardia absurda de não tentar o que não parece concreto.
-
pra que tanto amor ao abstrato?
desses coisas todas que faltam definições, que falta tato e que ficam no vazio
do peito
e
da noite
eu quero acordar com a certeza do sim, esse que está estampado no seu rosto
escreve ele na minha pele, aqui agora.
só assim ele será meu
e só assim eu vou pertencer a tudo isso que grita, faz pose, faz barulho e faz fumaça nos dias escuros.
hoje o meu nome estará nos seus créditos
o seu mundo
no meu
- agora,
escreve.
(2007)
30 junho, 2010
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