13 julho, 2010

poesia de bolso

deixei passar despercebido esse verso
ontem o abstrato
amanhã talvez o concreto
tuas palavras tomam conta da mente
escreve na minha pele para que eu nao esqueça
e que essa poesia enlouqueça
os sentimentos da gente
- o verso acaba no ato do filme -
meu filme é mudo e falta tato,
assim eu volto pro abstrato
e sinto a dor que é te ter e não sentir
e clamo pelo errado
e peco nos meus fatos
mas o verso passou
e me deixa a única coisa que me faz tentar ser poeta
e preencher o mundo de cor
me deixa um pedaço seu
que do seu pulso pro meu
em camadas finas
surge o amor
porém, não sou eu
quem completa a tua estrofe
não tenho tanta sorte
e acabo sozinha em mim
com você na pele
e ninguém nos braços
no fim
mas penso em não desistir
te ter só em sonho não condiz com nada
porque você é a minha música, meu canto, meu riso
simples
você é a poesia que me faltava
e que agora,
como em versos,
terminam
livres.

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