27 dezembro, 2010

a dor de ser

fazia tempo que eu não me sentia assim, tão livre.
agora sinto tudo
sinto muito
sem mentir
sem ter
sem tempo,
sentimento.
não agradeço aos novos ares nem às poucas preces.
minha fé no visível atinge o intangível.


a sombra solitária já percorre outros caminhos
não espero que a acompanhe
não quero que a acolha
como eu um dia quis
só quero que se lembre de mim como alguém que você teve
e que já não tem mais
porém,
lembrarei de você porque sempre a terei
comigo.

já que
há mais sentidos que cinco
há mais amor narcísico

e,

minutos antes de adormercer
a minha prece terá nome
e será esquecida entre palavras
mal-ditas

meus poemas não mais servirão de escape
serão só versos que não saíram da página
perdidos nas mentes sem interesse
e os encontrarei
antes que o sono me encontre
livre
num
livro.

(em homenagem à adília lopes)

4 comentários:

Stefanie Figueiredo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Isabella Mariano disse...

cê é tensa, hein, bichinha
arrasou

Thaysa Audujas disse...

lembrarei de você porque sempre a terei
comigo.
Estes versos me fizeram lembrar das belas quintas-feiras ao lado da Sofia!
Muito Bom Yas!
beijo

Stênio disse...

Adorei o seu espaço... Muito bom...
Eu não consigo moldar uma opinião acerca da poesia, mas sinto que gostei, e sentir sempre me bastou... Parabéns...
Adorei o seu espaço, em um primeiro momento meus olhos precuraram alguma poluição visual, e eu atualizei a página, várias vezes, mas dempois desencanei e me deleitei sob as letras e elas passaram a me bastar...
Muito bom... Você leva jeito pra coisa...
Abraços!