não há beleza maior
que o brilho que fica
entre cada palavra solta nesse teu espaço
em branco
não há certeza de nada
se não fosse a luz a paz a estrada
que nos leva a cada canto
eu diria que tudo deixou de ser
a partir do momento
em que o não me disse sim
sem meias palavras
assim eu faço o que sou
sou o que penso
penso que sou alguém
além de mim
escrevo para pensar
nem penso para escrever
falo calada
meu papel é transparente
preenche devagar
e divagando eu me encontro
se perdendo em outro ponto
manso
sozinho
meu ninho de cor
do verde que sai
da verdade que entra
- a fumaça da vida
nunca foi consciente
assim será
não há, meu amor.
não há alguém
que permita esse passo para a plenitude
sem questionar esse vazio
pertinente
no compasso da poesia
no retrato da gente.
27 março, 2011
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Um comentário:
Tem que desativar um pouco o super-ego.
Lindo e sensível o texto, como sempre.
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