30 dezembro, 2011

d.l.

quando eu te vejo

há muita sinceridade no olhar
e se não fosse o toque
e a tua voz

(e que voz)

diria que o teu olhar seria a fala
de alguém que não sabe
dizer
ou mentir

de tão bela que é
de tão certa que fosse
a vida ensina a nós
a ver o triste
a sós
e ainda assim
sorrir

depois
a dois
a três
ou mais

em desencontros casuais

faço o dia a-noite-ser
pra te ouvir cantar palavras soltas
e olhar o silêncio rouco
em paredes pintadas pelo sopro cinza
tecendo a noite
em canto
no copo
acontecendo o pranto
do vazio que perco
entre tantos
outros
corpos

quando eu te versejo.


Um comentário:

Thaysa disse...

Que lindo, yas!
Percebi que vc postou no dia em que eu faço aniversário!rs. Gostei mais ainda! hahaha..
Beijinho!