22 setembro, 2013

à paisana

atrás das grades – tão solta 
e tão presa –,
eu vejo pouco,
mas fito um laço.

me pergunto quantos passos

até o seu
passinho

dançando à luz

do escuro

retomo ao momento mais profundo

da sublimação pela arte
recortada na perspectiva
que parte – solenemente  
da mente reprimida

(enquanto elena morre em vida,

petra nasce da morte)

me acho perdida,

encontrei
petrificada
a sorte.

por cima da música

a claquete não soa, dispara.
por debaixo da máscara
o amor
declara 

3 comentários:

Anônimo disse...

Lindo. :)

Anônimo disse...

Quando Elena morre, Petra nasce.
E ao poucos a pedra vai se desfazendo, virando poesia...

Unknown disse...

Petra significa pedra, mas o que vemos a nossa frente é uma pedra bem lapidada, humana, sensivel, brilhosa. Um rochedo que de tão generoso partilhou conosco seus raios de vida, de luz! Amei a poesia.