11 maio, 2015

o desejo é a dor de (r)existir

me arde na arte
e descubro amor
em todos os ares

na forma e no conteúdo
encontro a catarse
no contudo

//humanizando a
exatidão//

da literatura
música
poesia
psicanálise
matemática
psicagem
&
educação

a partitura da luta
só tem tessitura
em quem atua

//me encontrei na peça
que faltava//

o teatro tá na rua
em todo universo
eu já sei,
a minha lua é nua

o retrato é o encarte
do estandarte

a rainha

(hoje)

é rei

o que fica
nunca vai
porque
o que é so(m)bra
sempre se parte

em nós
em deus(es)
nas minhas 
e tuas
linhas
&
leis

3 comentários:

Unknown disse...

Deep

Unknown disse...

Acho toda e qualquer forma linguística
Surreal.
Desde ao meu Rabisco infantil
A pitorescas obras ultra românticas.

Não entendo de arte,
De Escrita
Ou de amores

Sou um mero plagiador
Do maior plágio historicamente comprovado
A vida.

//(abro parêntese às barras)//

Porque, convenhamos, barra mesmo é não entender essa das barras ;)

Boa noite!

Yasmin Nariyoshi disse...

joão, que comentário poético e sentimental, amei, ay deus.

acho que plagia/dor é a sensação de tudo. tudo é imitatio né, diriam os antigos.

quanto ao parenteses, deixa a barra falar mais alto.
esqueci de dizer que // é encruzilhada também.

obrigada pelas palavras.